terça-feira, 10 de abril de 2012

Deveria ser uma opção, não uma obrigação!

Questionada por alguns amigos sobre a aprovação ou não do aborto de anencéfalos que vai à pauta de julgamento do STF por esse dias, eis que vos falo minha vã opinião:



Brasil, estado laico, potador de uma Constituição Federal datada de 1988 onde se prima pela dignidade da pessoa humana e onde, pelo menos na letra da lei, garante a liberdade de expressão deve SIM autorizar aborto ao anecéfalo.
Se o nosso Estado é laico, não há necessidade de intervenções e conceitos religiosos ou divinos sobre o que é ou quando começa ou como se dá a vida. Deixem isso para para os médicos, biólogos e afins.
Eu considero viável a possibilidade desse tipo de aborto vir à ser uma opção para a gestante. Com isso, quero dizer que se a gestante leva em consideração a sua formação religiosa ela opta por não fazer o aborto e segue a vida com sua decisão, enquanto as gestantes que optam por abortar seguem felizes com a decisão delas também. Essa coisa de optar, em minha vã opinião, é forma de liberdade de expressão, até porque é forma de se dizer, sem palavras, o que se pensa sobra a situação em tela.
Claaaro que não sou a favor da forma indiscriminada do aborto até porque tem-se que levar muita coisa em consideração (se o desenvolvimento da criança fora da barriga da mãe é algo como nas outras crianças que portam outro tipo de necessidade especial), tampouco uma pessoa que não tenha fé em Deus, mas também não sou tão intransigente a ponto de querer que o ser humano só tenha uma alternativa em um caso desse, e uma alternativa que não foi escolhida por ela.
No popular a minha opinião é essa: QUEM QUER FAZ, QUEM NÃO QUER NÃO FAÇA. MAS TAMBÉM NÃO JULGUE QUEM FEZ! E o Estado tem sim que promover os meios adequados para a realização desse tipo de procedimento, sem que os realizadores do procedimento ao tratar das optantes pelo aborto, façam juízo de valores individuais (as famosas "eu acho que não é certo" "Deus vai castigar você"). E respeitar a opinião e a opção do próximo é digno, é primar pela dignidade da pessoa humana!
 E tenho dito!

Um comentário:

  1. Muitos estão criticando a decisão do STF. Eles não impuseram uma obrigação às mães que se encontram nessa situação... agora é uma opção. Segue com a gestação ou não... escolhe entre o aborto e a tristeza de preparar o velório do filho. Sinceramente, que Deus nos livre de passar por essa situação, nunca que iria preferir ver o rosto do meu filho e depois ter que o enterrar.

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