"Levo minha vida assim, não olho só pra quem quiser saber de mim, me movo para longe de quem não vê nada além de si..."
segunda-feira, 19 de março de 2012
Crianças...Parte 2.
Mais um dia que chega, levanto cedo, me dirijo ao curso preparatório da OAB (já que não fui inteligente o suficiente para passar na prova por meios naturais...rs) e inicio, assim, mais um dia de bacharel em Direito. Há quem diga que o estagiário é o ser mais injustiçado do planeta, no entanto cá estou eu para dizer que tal assertiva é errada e pelo simples fato de que o estagiário consegue emprego na sua área e um bacharel em direito não! Isso mesmo, estagiário tem utilidade, mas bacharel em direito não, haja vista que não pode advogar (não passou na prova da OAB), não pode ser inscrito oficialmente como estagiário (para se configurar estagiário deve estar cursando ainda a faculdade) e, ainda, não passou em um concurso público...Bacharel só se lasca! rsrsrrs
Brincadeiras findas, e entrando no tema que é motivo do post de hoje, preciso explicar para os leitores (se é que os tenho!) que no cursinho em que frequento os alunos da sala costumam ser amigos, claro que cada um com sua panelinha e com a localização em que sentam na sala...Eu, como sempre, sento quase abraçando o quadro que o professor usa e cultivo amizades com as meninas que sentam próximo a mim, daí trocamos material, emails, livros, apostilas...Dei sorte! Tem cada garota gente boaaaaa...E todos os dias conversamos sobre tudo antes da aula começar e na hora do intervalo, já até descolei uma carona para não ter que esperar por 40 mins o meu pai sair do trabalho e me pegar no curso ou então me aventurar no transporte público da cidade em que me encontro...
O papo de hoje versou sobre filhos (mais uma vez esse assunto...) e sobre a vontade das minhas referidas colegas em tê-los e sobre a minha vontade de não ter e os porquês dessas vontades...Em minha vã experiência de vida (pouca, mas intensa) já escutei vários tipos de argumentos para a opção de se ter filhos, algo como "se sentir realizada como mulher", "meu companheiro quer", "eu adoro criança", "tenho vocação para ser mãe", "acho bonito ter barriga de grávida", "quero deixar descendentes"...Enfim, várias são as razões que levam uma pessoa a decidir ter filhos, e acho quase todas válidas...Disse quase todas porque escutei uma razão hoje que me deixou, digamos, surpresa, para não dizer assustada...Uma colega disse que pretende ter filhos para ter quem cuidar dela na velhice... Caraleeeeeeeoooo!!! Tipo, me deu a entender que a pessoa quer ter um filho para ter um enfermeiro particular na velhice..Ou tipo, enfermeiro está caro e é melhor eu ter um filho que eu tenho certeza que ele vai cuidar de mim quando eu ficar velha e doente...Pensei...Pensei de novo...E continuei pensando: será que essa pessoa leva em consideração que filho deve ser gerado sob uma perspectiva muito mais ampla? Acredito que quando se gera um novo ser, VOCÊ é o responsável por apresentar o mundo novo para esta criatura que está sendo inserido à nossa realidade. Você é o responsável por mostrar do que a humanidade é feita: de carne, osso e sentimentos; de apresentar as instiuições que norteiam a nossa sociedade e de criar, da melhor forma possível, um ser humano livre de estereótipos, preconceitos, amarras, livre para amar, cuidar e preservar tudo em que acredita...Não que eu ache que os filhos não tenha que cuidar de seus pais, mas eu acredito que os pais tem que criar seus filhos dando-lhes discernimento e poder de escolha, para que essa situação de cuidar dos pais na velhice não seja encarada como obrigação e sim como gratidão e carinho para uma pessoa que lhe deu a vida!
Talvez, uma opinião como esta (de se ter filhos para ter quem cuide de você na velhice) é que separam as mães das chocadeiras! Quem pensa assim, talvez, não tenha um sentido de vida muito desenvolvido,né...
E tenho dito!
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